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Empresas do setor de mármore e granito inovam no máquinário para atender ao nicho de produtos acabados


Com mercados mundiais consolidados na comercialização de blocos e chapas, empresas do setor de rochas estão em busca de inovações que visam transformar o produto bruto em peças de decoração e design. A aproximação do setor com especificadores, escritórios de arquitetura e designers requer investimentos em tecnologias, que possibilitam resultados surpreendentes com o uso das pedras.

As empresas de máquinas e equipamentos, atentas a essa demanda de mercado, estão buscando desenvolver processos cada vez mais automatizados, inovadores e que permitem, por meio de robôs, proporcionar acabamentos diferenciados e diretamente ligados aos mercados do design e arquitetura.  

 DardiA Dardi, por exemplo, aproveita a Vitoria Stone Fair para lançar sua máquina de corte de água com cabeçote de corte 3D, de cinco eixos. De acordo com o representante da área comercial da empresa, Carlos Toledo, nos dois primeiros dias de evento já surgiram empresários americanos, chineses e uruguaios interessados em exportar a novidade.

Em funcionamento durante a feira, a tecnologia foi criada para desenvolver cortes inovadores e complexos em superfícies curvas e/ou cônicas. O equipamento, de acordo com o fabricante, atende os requisitos de alta precisão nas indústrias, garante resultado no corte das pedras naturais em formas vertical, horizontal, angular, circular e tubos, podendo cortar peças com chanfros, meia-esquadria, escareado e cortes em diversos ângulos.  

Já para atender à demanda por peças sob medida - cut to size -, a Brasigran apostou na inovação e adquiriu um maquinário italiano, com tecnologia de corte CNC, que possibilita exaltar a beleza natural e as múltiplas possibilidades de aproveitamento das pedras na decoração, ao criar diversos acabamentos e dimensões esculpidas sob esses materiais.

A arquiteta Vivian Coser afirma que o equipamento, que pode ser encontrado no polo de beneficiamento do Espírito Santo, possibilita explorar todo o potencial das rochas ornamentais. “O corte em 3D transforma a pedra natural em peças de design, esculturas e obras de arte, por meio da orientação de direção do fio de corte. Podemos dizer que essa execução é de ponta, uma verdadeira evolução tecnológica na exploração do maquinário ao esculpir as pedras e transformá-las em verdadeiras joias da decoração”. 

INOVAÇÃO AMPLIA COMPETITIVIDADE 

Além de atender às demandas dos setores de arquitetura e design de interiores, as evoluções tecnológicas permitem que as empresas aumentem produtividade, eficiência e flexibilidade na produção, e também ampliem a sua competitividade, produzindo reflexos no crescimento econômico do país.

O uso de robôs inteligentes e de equipamentos conectados à internet, característicos da Indústria 4.0, colocam o setor em linha com o que há de mais moderno na produção industrial.

Hedel

Quem aposta nessa evolução, com o monitoramento remoto das máquinas, é a Hedel: a empresa lança para o mercado uma nova geração de máquinas multifio Delta Wire 2. “O modelo FORCE tem capacidade de corte de 80 chapas em uma única baixada, usando fios diamantados com espessura de 5,3 mm. A máquina é comandada por um profissional com controle remoto e possui o sistema IOT (Internet of Things), que permite a conexão entre coisas físicas e virtuais, proporcionando a otimização no planejamento de produção e manutenção”, explica o gerente comercial, José Roberto Ferreira da Silva.

A portuguesa Fravizel também investe nos avanços tecnológicos e apresenta a tecnologia Quarry 4.0, que permite comunicação, em tempo real, com a máquina de qualquer parte do planeta, possibilitando obter informações de produção e rentabilidade. “Através do sistema integrado, o cliente poderá saber se a obra será concluída dentro do prazo estabelecido ou se terá desvios”, explica o diretor comercial, Adérito Joaquim.

Inteligência também é o diferencial de um dos lançamentos da Breton. Apresentada pela primeira vez no Brasil durante a Vitoria Stone Fair, a Genya é uma serra ponte descrita como “o gênio de baixo custo”. Isso porque a máquina tem menor custo de produção e faz o corte, o furo e a movimentação dos materiais através de ventosas. “Nossa expectativa é que a máquina seja bem aceita no mercado por otimizar os processos com custo muito mais acessível para as empresas”, pontuou Pedro Cesar, diretor da Breton no Brasil.

NÚMEROS DO MERCADO REFLETEM A DEMANDA

Levantamento realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Findes (CIN-ES) apontou que, em 2018, a importação de máquinas e implementos para o setor de rochas ornamentais do Brasil aumentou em US$ 143,4 milhões, aproximadamente 23% a mais do que no ano anterior. A Itália liderou as vendas de máquinas e suprimentos para o setor de rochas brasileiro.

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (ABIROCHAS) apontam, ainda, que os negócios brasileiros do setor, nos mercados internos e externos - inclusive relativos a serviços e comercialização de máquinas, equipamentos e insumos - tenham movimentado cerca de US$ 5 bilhões em 2017.

Os dados indicam que o mercado brasileiro segue atento às oportunidades de ampliação dos nichos de atuação e aumento da competitividade. Nesse cenário, de busca por inovação nos parques industriais, otimização do processo produtivo e agilidade para atender as novas demandas que surgem no mercado latente, a Vitoria Stone Fair 2019 apresenta além das pedras naturais, novidades em maquinários, insumos e beneficiamentos de diversos países.





Cachoeiro Stone Fair
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